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Este curso compõe-se de aulas expositivas, em que o professor conferencista discorrerá sobre o tema “Direito Tributário“, resolvendo as dúvidas suscitadas na prática.

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O grande vencedor do ano na área do Direito foi nosso coordenador IBET, Eurico de Santi a quem, enviamos nossos efusivos cumprimentos. 1ºlugar - livro: "Curso de Direito Tributário e Finanças Públicas - Do Fato à Norma, da Realidade ao Conceito Jurídico" - autor: Eurico Marcos Diniz de Santi - editora: Saraiva "'


• V CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS IBET - DIREITO TRIBUTÁRIO E MÉTODO

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Angela Pacheco, professora conferencista do IBET, acaba de lançar livro, "Ficções Tributárias - Identificação e Controle".

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Texto de Susy Hoffmann (Ibet Campinas) em homenagem ao Dr. Paulo de Barros Carvalho, abertura IV Congresso Nacional de Estudos Tributários



Senhoras e Senhores, bom dia!

Cumprimento na pessoa do Prof. Paulo de Barros Carvalho  todos os ilustres componentes desta mesa.

Registro, inicialmente, a minha alegria e a minha honra de estar na abertura do IV Congresso do IBET e de fazer a apresentação do Presidente do Congresso e Conferencista Paulo de Barros Carvalho.

Gostaria de iniciar esta apresentação com uma poesia:

Traduzir-se


Ferreira Gullar

                    Uma parte de mim
                    é todo mundo:
                    outra parte é ninguém:
                    fundo sem fundo. 


                    Uma parte de mim
                    é multidão:
                    outra parte estranheza
                    e solidão. 

                    Uma parte de mim
                    pesa, pondera:
                    outra parte
                    delira. 

                    Uma parte de mim
                    almoça e janta:
                    outra parte
                    se espanta. 

                    Uma parte de mim
                    é permanente:
                    outra parte
                    se sabe de repente. 

                    Uma parte de mim
                    é só vertigem:
                    outra parte,
                    linguagem. 

                    Traduzir uma parte
                    na outra parte
                    - que é uma questão
                      de vida ou morte -
                      será arte?

Poesia denominada Traduzir-se de Ferreira Gullar, que escolhi para iniciar a apresentação de Paulo de Barros Carvalho, pois traduzir é tornar linguagem algo que se conhece; porque traduzir a vida é uma arte; porque a vida de Paulo de Barros Carvalho é uma arte; traduzir as partes da vida de Paulo de Barros Carvalho é uma arte, para mim, impossível neste momento, mas que, em fragmentos, em passagens especiais tentarei trazer para os senhores.

Paulo de Barros Carvalho, cidadão paulista, casado com Sônia, pai de Roberta, Priscila, Renata e Fernanda, avô do Bruno, Filipe, Marina, Júlia, Luíza, Izabela, Nathalie e Leonardo.Advogado, professor, autor de livros , exemplo, amigo....

Parte, fragmentos de sua vida, do cotidiano... Mas como traduzir, nas palavras de Ferreira Gullar uma parte na outra parte? Como entender a arte de Paulo de Barros Carvalho - que tem um lado de "gente como a gente" -, o lado que na poesia é o lado que "almoça e janta", como traduzir este lado com o Paulo de Barros Carvalho que "espanta"?

E a arte está justamente na tradução, na ligação de uma parte de sua vida na outra, porque apesar deste mito, desta lenda viva, o Prof. Paulo de Barros Carvalho é uma pessoa presente em nossas vidas de forma simples, direta mas importante, viva, decisiva..."permanente" que se "sabe de repente"! E este lado  "permanente" de Paulo de Barros Carvalho vem sendo construído ao longo de muitos anos ...
Paulo de Barros Carvalho se formou em Direito pela PUC SP em 1965.

Em 1968, tornou-se Pós-Graduado em Administração de Empresas, pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Em 1969, tornou-se Especialista em Direito Comercial (atual Curso de Mestrado), pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Tornou-se especialista em Direito Tributário, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1970.

Em 1973, obteve o título de Doutor em Direito Tributário, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com a tese: "A estrutura lógica da norma jurídica tributária".
Tornou-se, por concurso público, Livre-docente em Direito Tributário, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com a tese: "A regra-matriz do ICM", em 1981.
Conquistou, por concurso público, em 1985, o cargo de Professor Titular em Direito Tributário, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

E, doze anos depois, em 1997, Paulo de Barros Carvalho tornou-se, por concurso público, Professor Titular em Direito Tributário, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, com a tese: "Fundamentos Jurídicos da Incidência Tributária", e, desta forma, num feito  único e inédito, galgou o posto de professor titular em Direito Tributário em duas das maiores universidades deste País.

Esta parte permanente que se traduz e se apresenta sempre de repente, espanta pelos números da repercussão destes ensinamentos...
Ensinamentos consolidados em livros e artigos...
Possui 11 livros publicados no Brasil, e deles destaco estes:

  • Curso de Direito Tributário - Editora Saraiva - 19a edição - São Paulo - 2007. Lembro-me de ter recebido de meu pai, o primeiro dos muitos exemplares do Curso de Direito Tributário de Paulo de Barros Carvalho, há 20 anos, quando cursava na PUC Campinas, a disciplina Direito Tributário. Naquela oportunidade meu pai me disse que se quisesse conhecer Direito Tributário precisava estudar por aquele livro. Naquela época não imaginava que aquele autor seria o meu mestre!
  • Direito Tributário - Fundamentos Jurídicos da Incidência - Editora Saraiva - 5a edição - São Paulo -2007, livro inovador, que alterou a forma de analisar não só o Direito Tributário, como o próprio Direito.

É importante destacar que estes livros citados também foram publicados no exterior:

  • Curso de Derecho Tributario  - Marcial Pons - Madrid - 2007, num grande evento em Madri, em que se demonstrou a força da doutrina de Paulo de Barros Carvalho e a sua respeitabilidade internacional.
  • Diritto Tributario - Il Fenomeno Dell'Incidenza Giuridico-Tributaria - CEDAM - Bologna - 2004.
  • Derecho Tributario - Fundamentos Juridicos de la Incidencia - Editorial Ábaco de Rodolfo Depalma - 2a. edição - Buenos Aires - 2004.

Paulo de Barros Carvalho tem mais de 70 artigos publicados, mais de100 prefácios de livros. Mas, além destes números o que espanta é repercussão de sua obra.
Ministrou mais de 350 palestras/conferências, fez parte de mais de 40 bancas em concursos de livre docência e para professor, em 65 bancas de doutorado, em mais de 220 bancas de mestrado.

Eleito um dos melhores tributaristas do mundo, pela revista britânica Corporate Tax Who's Who Legal, publicada pela Law Business Research Ltd, em 2004, 2006 e 2007.
Recebeu o 17º Prêmio Tributarista - IOB, em 25 de novembro de 2005.

Recebeu o Prêmio Análise de Advocacia por ter sido apontado como o mais admirado do Direito na categoria Tributário em setembro de 2007.

O seu nome, numa busca inicial do site do Superior Tribunal de Justiça, aparece 114 vezes; no site do Tribunal Regional Federal 3ª. Região 139 vezes e no Google incríveis 64 páginas, com mais de 10 citações em cada uma delas.

Repercussão de quem sabe traduzir a teoria e ensinar a praticá-la. Repercussão da regra-matriz de incidência com seus critérios, com o antecedente e conseqüente, temas esses tão difundidos pelos artigos, sentenças, acórdãos, aulas neste Brasil! Quantas e tantas vezes não vemos suas lições repetidas nas normas individuais e concretas das sentenças e dos acórdãos: as três funções da base de cálculo, a diferença entre fato e evento, o dever ser...

Quem teria traduzido, trazido ao conhecimento de tantos as lições de Lourival Vilanova e Alfredo Augusto Becker? Quantos de nós e de tantos outros conheceram estes ilustres pensadores por suas lições.

Paulo de Barros Carvalho, que é cidadão paulista, por título também paraibano e pernambucano, mas de fato, cidadão do mundo e do interior do Brasil, por meio dos professores formados pela PUC e pela USP e que retornam às suas faculdades e difundem as lições aprendidas por estes rincões afora. Por meio dos IBETS - atualmente além de São Paulo há mais 18 IBETs  (Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Londrina, Maceió, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Paulo, São José do Rio Preto, Salvador e Uberlândia e Vitória). O IBET que forma a cada ano mais de 1.000 alunos que difundem as suas lições, sempre discípulos de Paulo de Barros Carvalho.

Paulo de Barros Carvalho que, desde a década de 1980, lidera um grupo de estudos de Lógica Jurídica da qual fiz parte em 1991, em dias tão felizes da minha vida, com a convivência tão gratificante de aprender com tranqüilidade com um grande professor.

Quando Paulo de Barros Carvalho insiste em suas lições de Lógica Jurídica, na Filosofia do Direito, poderia se enquadrar nas estrofes da citada poesia que ao lado do tributarista que pesa e pondera, há o filósofo que delira... Mas a ponderação e o delírio caminham lado a lado neste homem inovador, incentivador dos estudos, que não teme quebrar paradigmas... pensar, mudar, viver...

Seu nome sempre estará ligado a importantes decisões judiciais, ao movimento pela ética, pelo Direito, pela educação...

Apenas para ilustrar, Paulo de Barros Carvalho foi citado nas seguintes importantes decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal: a) No caso da Cofins na análise da inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º. da Lei 9.718/98;  b) No caso da guerra fiscal em que se discute a legitimidade ativa para exigência do ICMS sobre a importação de gás natural em que foi citado o seu parecer feito para o caso; e c) No voto do Ministro Cezar Peluso no caso de IPI - alíquota zero.

Muito mais poderia dizer sobre Paulo de Barros Carvalho, sobre sua obra, mas, como sua aluna, como admiradora do jurista, do professor, do cidadão, do mestre, com a convivência ao longo de 17 anos, desde que ingressei no curso de mestrado da PUC em 1990, gostaria de encerrar esta apresentação com o que mais me toca em Paulo de Barros Carvalho.

Para tanto vou citar um texto que desde o primeiro momento em que iniciei a preparação desta apresentação me veio à mente, e que, para mim, é o que traduz o sucesso, a repercussão da obra de Paulo de Barros Carvalho e mais do que isso, explica o porquê Paulo de Barros Carvalho atinge tantas pessoas e atinge de modo a mudar a vida, a ser alguém que tem o condão de ser uma figura tão forte e tão impressionante na vida das pessoas que o rodeiam, de modo a alterar a forma de pensar e, por conseqüência, a de viver.

Este texto é muito conhecido, é um trecho da Carta de São Paulo aos Coríntios e que diz:

Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se eu não tiver amor, sou como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor de nada valeria.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não tem orgulho. O amor não é arrogante, nem escandaloso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

A minha tradução de Paulo de Barros Carvalho passa por este lindo texto de São Paulo.
Paulo de Barros Carvalho conhece a língua do Direito, sabe como ninguém ser professor, líder, pai, advogado, jurista, mas o que o faz ser a pessoa que é, é o imenso amor que ele tem, que ele transmite.

Paulo de Barros Carvalho ama. Ama a família, Deus, o direito, os seus alunos, a universidade, a academia.

Paulo de Barros Carvalho conhece e transmite a língua do amor.

Por este amor que é paciente, transmite as lições aos seus alunos, muitas e muitas vezes.
Este amor que não é invejoso faz com que ele vibre com o sucesso, com as conquistas de todos que estão à sua volta.

Este amor que não é orgulhoso, nos mostra que sendo quem é: um dos maiores juristas do Brasil, da atualidade mundial, é uma pessoa extremamente humilde.

Este amor que o faz buscar a verdade e a justiça. Este amor que faz com que Paulo de Barros Carvalho seja iluminado

Este amor que é generoso faz com que sua sabedoria, da mesma forma do milagre da multiplicação dos pães, multiplique-se por meio de seus alunos e construa uma história, pois Paulo de Barros Carvalho faz parte da história do Brasil, da história do Direito, e faz parte, uma parte bonita e edificante de nossas histórias....

E, neste momento, querido professor, eu encerro esta apresentação, com as homenagens, com a admiração e com o imenso amor de todos os seus alunos e para dizer que a sua tradução, que a tradução de PAULO DE BARROS CARVALHO se faz, primordialmente, pela Linguagem do amor!

Muito obrigada.




FOTOS COQUETEL IV CONGRESSO IBET:
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LANZAMIENTO DEL LIBRO
: Fotos- Derecho Tributario, em Madr
i :
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"CURSO DE DERECHO TRIBUTARIO" de Paulo de Barros Carvalho en el Colegio de Abogados de Madrid.

Eminente Prof. Dr. Guillermo Jiménez Sánchez, Vicepresidente del Tribunal Constitucional y Catedrático de Derecho Mercantil. Ilustrísimo Dr. Luis Martí Mingarro, Decano del Colegio de Abogados, Eminente Prof. José Juan Ferreiro Lapatza, Catedrático de Derecho Financiero de la Universidad de Barcelona. Notable Prof. Paulo de Barros Carvalho, Prof. Titular de Derecho Tributario de la Pontificia Universidad Católica de São Paulo y de la Universidad de São Paulo, ilustres profesores que componen este selecto auditorio, a los que saludo a nombre de Roque Carrazza, señoras, señores.


Me complace enormemente, toca mis sentimientos, me llega al corazón, presentar al autor Paulo de Barros Carvalho.

Obedezco esta grata misión, con una mezcla de orgullo y de recelo. De orgullo, por hablar en presencia de tan eméritas personalidades, de tan selecto y culto auditorio, al respecto de tan renombrado autor. Y de recelo, por la responsabilidad de tener que trazar el perfil de Paulo de Barros Carvalho.

Me acuerdo de Wittigenstein: «Los límites de mi mundo son los límites de mi lenguaje». Temo no poseer el lenguaje suficiente y adecuado para desvelar los innumerables atributos de tan respetado autor, de tan ilustre profesor. A pesar de la inequívoca dificultad, hablaré, o mejor dicho, intentaré hablar en español, en honor a quienes tan solícitamente nos reciben en la bella ciudad de Madrid.

Ferreiro Lapatza hace la siguiente dedicatoria en su libro Derecho Tributario - Teoría General del Tributo, editado recientemente en Brasil:

"A Geraldo Ataliba y a Paulo de Barros Carvalho: ellos me hicieron conocer, amar y respetar Brasil".

Por nuestra parte, y tengo la seguridad de que hablo en nombre de toda la delegación brasileña, Ferreiro Lapatza es también responsable de que conozcamos, amemos y respetemos España.

Es grande la emoción de esta ceremonia, que se desarrolla en una época en la que la alegría es tan rara y los homenajes tan escasos.

Estamos aquí para prestigiar el lanzamiento del "Curso de Derecho Tributario" de Paulo de Barros Carvalho,

Me corresponde hablar sobre el autor.

Me anima el hecho de haber tenido la oportunidad de convivir con el maestro y, por ello, conocer bien sus innumerables atributos, sus múltiples cualidades. Con relación a Paulo de Barros Carvalho, no hay necesidad de hacer un discurso laudatorio, encomiástico o de enaltecimiento. Basta con decir la verdad. Basta con mencionar sus méritos reales y efectivos. Y, esto sí, lo haré.

Alguien me dijo que Paulo era un hombre singular. Inmediatamente discrepé. Paulo de Barros Carvalho no es un hombre singular, sino un hombre plural. Plural por las diversas actividades que desarrolla; plural en su obra, plural en las amistades conquistadas, plural hasta en su formación.

Aquí tienen la prueba de lo que afirmo: no se contentó con ser titular de una universidad. Y se convirtió en titular de las dos mejores facultades de Derecho de Brasil.

Dada la multiplicidad de aspectos relevantes que sobre el autor merecen mención, opté, en su homenaje, por adoptar el método analítico. Abordaré, así, las distintas facetas del autor.

Hablaré de sus libros, de su formación, de su intensa actividad académica, de su grupo de estudio, en fin, de las distintas perspectivas de la personalidad impar que es Paulo de Barros Carvalho.

Hablaremos de su extraordinaria producción científica.

Como ya dijo Miguel de Cervantes:

"El ser humano se transforma de acuerdo con lo que piensa. Somos fruto de nuestras obras."

Paulo de Barros Carvalho es un pensador y este atributo se refleja decisivamente en sus libros, en sus obras. Su discurso es preciso, incisivo, profundo. Su estilo inconfundible. Sus estudios sobre el lenguaje vienen instigando y desafiando a la doctrina, abriendo un claro inmenso, una nueva visión del Derecho.

Paulo de Barros Carvalho no es un jurista confinado a una rama de especialización científica como el Derecho Tributario. Su obra dista de confinarse dentro de los estrictos límites de una rama didácticamente autónoma del Derecho. No. El Derecho Tributario es un mero punto de partida para sus investigaciones científicas, siempre pautadas en sólidos conocimientos de Teoría General del Derecho.

Autor de más de una decena de libros, sin que aquí haya tiempo para discurrir sobre todos ellos, Paulo de Barros Carvalho, ya en 1973, publicó su Teoría de la Norma Tributaria, marco histórico de la construcción ideal de la regla matriz de incidencia tributaria.

Con rigor científico y metodológico, el autor separa los materiales lingüísticos que forman parte del antecedente de la norma jurídica tributaria, de aquellos que se inscriben necesariamente en el consecuente de esta entidad normativa, así rompe con la tradición de estudiar el Derecho Tributario a partir de la hipótesis normativa, lo que se conoce como "Escuela de la glorificación del hecho generador".

Seducido por el contenido de la obra, Geraldo Ataliba, en su prefacio, ya vaticinaba: "Paulo de Barros Carvalho personifica una nueva y apasionante tendencia en los estudios jurídicos nacionales, aquella que se preocupa, en cada momento, por los fundamentos del raciocinio jurídico, mediante la confrontación asidua y sistemática con las postulaciones de la Teoría General del Derecho".

Posteriormente, en 1976, sale a la luz "Decadencia y Prescripción en el Derecho Tributario", seguido de "Obligación Tributaria", en - "Comentarios al Código Tributario Nacional". Se manifiesta su habilidad para tratar de la fenomenología de la incidencia tributaria. Dos obras realizadas en coautoría merecen ser destacadas por el raro encuentro de personas notables: "Elementos de Derecho Tributario", con Rubens Gomes de Souza, Gilberto de Ulho Canto, Geraldo Ataliba y Celso Antônio Bandeira de Mello; y "Comentarios al Código Tributario Nacional", con Rubens Gomes de Souza y Geraldo Ataliba.

En 1981, Paulo de Barros Carvalho defiende y recibe el título de libre docente, con una tesis sobre la Regla Matriz del Impuesto sobre Circulación de Mercancías. Es una importante aplicación de la teoría de la norma a una especie tributaria.

En 1984, se publica por primera vez el Curso de Derecho Tributario, obra que se convierte en clásica y que ya está en su 19.º Edición. Verdadero marco en el Derecho Tributario brasileño, el libro aborda varios temas de forma innovadora. El concepto de tributo, las fuentes del derecho,  la validez, la vigencia y eficacia, la aplicación de la norma jurídica, la interpretación del Derecho Tributario, son temas tratados desde nuevas perspectivas, fuertemente inscritas en fundamentos de Teoría General del Derecho. Se apuesta, además, por una nueva visión sobre el tema de la inmunidad y por una persuasiva teoría sobre las exenciones tributarias.

Se presenta, por medio de esta obra mayúscula, la función completa de la regla matriz de incidencia tributaria, influenciada decisivamente por las lecciones del iusfilósofo de Pernambuco Lourival Vilanova.

         En síntesis, una obra prima que hoy se lanza en este acto.

En 1998, Paulo de Barros Carvalho vuelve a innovar, al aportar, una vez más, relevantes contribuciones a la Ciencia del Derecho, por intermedio de su "Derecho Tributario - Fundamentos Jurídicos de la Incidencia".

Trabajando con el lenguaje según el principio de la autorreferencia del discurso, el autor reexamina la fenomenología de la incidencia tributaria, en un trayecto orientado por las categorías semióticas. Propone, de forma pionera, desplazar la incidencia tributaria al momento de la ocurrencia del acto de aplicación de Derecho. Desafía a la doctrina a que presente un hecho jurídico sin revestimiento lingüístico.

El acatamiento de la obra es digno de nota. Hoy en su 5.ª edición, el libro fue publicado en Argentina, con prefacio de Ferrero Lapatza y en Italia, en 2004, con el título de "Diritto Tributario" y prólogo de Andrea Amatucci.

Si extraordinaria es la producción científica de Paulo de Barros Carvalho, quien, además de los libros referidos, publicó más de una centena de artículos en revistas especializadas, es verdaderamente ejemplar su trayectoria académica.

Licenciado en Ciencias Jurídicas y Sociales por la Facultad Paulista de Derecho de la Pontificia Universidad Católica de São Paulo, en 1965.

Posgrado en Administración de Empresas por la Fundación Getúlio Vargas, en 1968.

Se convierte en Doctor en Derecho Tributario por la PUC, en 1973.

Logró el título de libre docente en Derecho Tributario por esta misma Universidad, en la convocatoria realizada en 1981.

En 1985, siempre mediante oposición, se convirtió en Profesor Titular de Derecho Tributario de la PUC/SP.

Había llegado, con todos los méritos, al apogeo de su carrera académica. Jurista consagrado, abogado renombrado, preciado por sus informes jurídicos, nada más había por conquistar.

Ledo engaño.

Animado por el añorado Geraldo Ataliba y por el actual Ministro del Supremo Tribunal Federal do Brasil, Eros Roberto Grau, ambos profesores titulares de la Universidad de São Paulo, Paulo de Barros Carvalho, dispuesto a enfrentar un nuevo desafío, se inscribió en la convocatoria de oposición que le daría la plaza de Profesor Titular de la Facultad de Derecho de la Universidad de São Paulo, también conocida como Facultad de Derecho del Largo São Francisco.

Para una nueva oposición, mucha investigación, un gran esfuerzo personal, un incesante proceso de reflexión. El resultado es otra relevante contribución a la Ciencia del Derecho, como ya tuvimos la oportunidad de destacar al referirnos a la obra Derecho Tributario-Fundamentos Jurídicos de la Incidencia.

Es así como Paulo de Barros Carvalho se convierte en el único profesor en Brasil que logra, por medio de oposición, la plaza de titular de Derecho Tributario de las dos Universidades más prestigiosas del país. Hecho inédito, que difícilmente se repetirá.

En esta condición, realiza una incesante actividad académica, moviéndose diariamente entre la licenciatura y los cursos de máster y doctorado de estas instituciones. Además de profesor de Derecho Tributario, también lo es de Lógica Jurídica en los cursos de máster y doctorado de la PUC.

No hay ningún Congreso relevante en Brasil donde no se solicite su presencia y no se le rinda homenaje.

Para proseguir en mi esfuerzo analítico, después de haber aludido a las obras y a la formación de Paulo de Barros Carvalho, es imperioso hablar del maestro en la relación con sus alumnos.

 Ya ha formado parte de más de 200 tribunales de máster y doctorado. Es un director de tesis muy cotizado y solicitado. Muchos de los aquí presentes han sido -y siguen siéndolo-  dirigidos por Paulo de Barros Carvalho.

Todos los martes, durante el curso académico y desde hace 21 años, coordina un grupo de estudio, cuyo foco principal es reflexionar sobre la obra de Lourival Vilanova. Por él, ya han pasado distintos grupos y se han estudiado varios autores, pero siempre, y de forma especial, el iusfilósofo de Pernambuco Lourival Vilanova.

Quienes participaron de este grupo -y muchos de los aquí presentes lo han hecho- tienen que reconocer la profundidad de los debates, la seriedad de propósitos y, fundamentalmente, el entusiasmo de Paulo de Barros Carvalho que, cada día, innova y renueva, estimula y reflexiona, crece y nos hace crecer.

Decía un poeta y sabio de la antigua Persia:

                                               "Hay cuatro cosas que no vuelven:
                                               la flecha lanzada,
                                               el agua pasada,
                                               la palabra pronunciada
                                               y la oportunidad perdida".

No vamos a dejar pasar la oportunidad de agradecerle su empeño y dedicación con nosotros, sus alumnos.

Dirige, con mano firme, el Instituto Brasileño de Estudios Tributarios, IBET. Por su intermedio realiza relevantes congresos y promueve cursos de especialización en derecho tributario a lo largo de un país de dimensiones continentales, todos ellos con un rasgo característico: la excelencia. Con su capacidad de organización, de coordinación, enlazó talentos, aproximó personalidades, estrechó amistades e hizo surgir otras. Recibió siempre a todos con atención y amabilidad.

Por todas estas cualidades, el autor Paulo de Barros Carvalho se convirtió, de forma natural y sin jamás invocar tal título, en el líder de su propia escuela de pensamiento jurídico.

 Por último, no podría dejar de mencionar al ser humano Paulo de Barros Carvalho. Hombre de fe inquebrantable. Amigo leal. Una reserva de gratitud, de estima, de generosidad, Paulo no es de los que cambian, a la hora de la persecución, la amistad del perseguido por los favores del perseguidor.

Sin embargo, si llegó hasta aquí, Paulo de Barros Carvalho no puede olvidar, como de hecho no olvida, que todo se lo debe también, y en gran medida, al sudor de muchas agonías, a los espinos transformados en frutos de bendición de su maravillosa familia.

El buen hijo, que fue orgullo de sus padres Leonardo e Dulce. El marido ejemplar de Sônia, compañera en todos los momentos. El padre amoroso de sus queridas hijas, Roberta, Renata, Priscila y Fernanda. El abuelo cariñoso de Bruno y Felipe, de Luiza y Júlia, de Marina y Isabela, de Nataly e Leonardo.

Se aplica a Paulo de Barros Carvalho, con precisión, con plena adecuación, lo que él escribió sobre Lourival Vilanova:

"Entre los privilegios de nuestra generación está el de vivir en el mismo momento histórico que este ilustre iusfilósofo y el de poder admirar el modo como su talento y dignidad personal se fundieron, armónicamente, en una obra cuya profundidad se equipara al mejor producto del pensamiento jurídico nacional e internacional".

Si es un privilegio vivir en el mismo momento histórico que Paulo de Barros Carvalho, es un privilegio aún mayor estudiar su obra, recibir sus enseñanzas y, fundamentalmente, disfrutar de su amistad.

Realmente fue para personas como Paulo de Barros Carvalho que el gran poeta luso, Fernando Pessoa, escribió:

        "Para ser grande, sé entero: nada tuyo exageres o excluyas.
         Sé todo en cada cosa. Pon cuanto eres en lo mínimo que hagas.
         Así en cada lago la luna entera brilla, porque alta vive."

_______________________________________________________________________


                                                   DISCURSO ESPAÑA

La traducción del Curso de Derecho Tributario para el español tiene un significado que sobrepasa, ampliamente, las expectativas más optimistas que pudiera haber alimentado sobre los destinos de este libro, principalmente, si pensamos que su edición fue iniciativa de Marcial Pons, la más importante editorial de libros jurídicos academicos de España; y que contó con el prólogo de Ferreiro Lapatza, uno de los catedráticos más respetados de Europa. Y, si con esto no fuera suficiente, que el evento se daría en esta Casa llena de historia y de tradición que es el Colegio de Abogados de Madrid. Evidentemente, estos pensamientos hacen crecer  mi responsabilidad; pero convocan la consciencia a una reflexión que no puede dejar de ser realizada: los mensajes que contiene han de estar debidamente aclarados para que el lector de lengua española pueda comprender adecuadamente el contenido de la obra.

Señoras, señores, estimados colegas.

El Curso de Derecho Tributario se publicó, en Brasil, en 1985, pero a lo largo de sus diecinueve ediciones ha venido absorbiendo las modificaciones que han sugerido la experiencia y la incesante reflexión acerca de los problemas relativos a la incidencia tributaria. En él, antes de discurrir sobre la mera exposición del ordenamiento positivo, como recomendaría la Dogmática, hay un modo peculiar de entender el fenómeno jurídico que busca soporte en la Teoría General y en la Filosofía del Derecho. Descansa, por tanto, en la firme convicción de que la profundización teórica, en los dominios de las instituciones tributarias, solo se hace posible si dirigimos la atención hacia las categorías básicas del conocimiento jurídico y meditamos sobre ellas.

Revela una fuerte influencia de la epistemología kelseniana, atemperada por el culturalismo de la Escuela de Baden, todo ello, pasando por el filtro riguroso del pensamiento de Lourival Vilanova, eminente iusfilósofo brasileño. Contiene una teoría de la norma jurídica, vista y analizada mediante recursos de la Semiótica y de otras ciencias que se ocupan del lenguaje, de donde ha surgido la Teoria de la Regla Matriz; y está marcada por las conquistas de la Teoría Comunicacional del Derecho, tal como la propone el Profesor Gregorio Robles Morchón.

De cuanto hasta ahora he expuesto, ya se puede señalar que sobra al Derecho Tributario la condición de campo empírico donde las proposiciones prescriptivas inciden, confirmando, de esta manera, la admisibilidad de la procedencia de las doctrinas teóricas presentadas y discutidas. En este punto, ciertamente, convergen los intereses de estudiosos de otros países, dado que las categorías empleadas tienen vocación de universalidad.

La presencia de la lógica, como instancia semiótica, es otro aspecto característico de la obra, que se sitúa en pleno "giro lingüístico", para rechazar, siempre que la ocasión se lo ha permitido, los residuos de la "verdad absoluta" con sus asomos de certeza y de convicción inquebrantables. La distinción entre "evento" y "hecho" o entre "objetos de la experiencia" y "enunciados", como prefiere Habermas, también está presente a lo largo de todo el escrito.

Por último, se trata de un libro pensado, meditado, ejercicio de reflexión que toma como pretexto un determinado sistema de derecho positivo, tendencia que permite su aplicación a cualquier orden jurídico-prescriptivo, con independencia de su orientación ideológica o del estilo legislativo dictado por la tradición. Entrelíneas hay una fuerte y consistente admiración por el pensamiento jurídico-tributario español, principalmente representado por el gran maestro Sainz de Bujanda y sus famosos discípulos, entre quienes se cuenta Ferreiro Lapatza.

 Señoras y señores,  estimados colegas.

Insisto en decir que es un gran honor tener un texto como el Curso de Derecho Tributario traducido al español, principalmente, por una editorial de la importancia y magnitud de Marcial Pons, respetadísima en Brasil - y en los demás países latinoamericanos - por la seriedad y competencia con que desempeña sus actividades empresariales. Renuevo mis agradecimientos al maestro de maestros Ferreiro Lapatza, con su carácter firme y decidido, con su retórica fuerte e incisiva, que le permitió ejercer un notable liderazgo en los medios jurídicos internacionales. Agradezco, emocionado, las palabras siempre amables de mi querido amigo, el joven, pero ya consagrado jurista Paulo Ayres, que vino a España exclusivamente para este fin, que ha pronunciado su discurso en español, ciertamente en homenaje a la hospitalidad de quienes nos reciben con tanto cariño, junto a ciento treinta brasileños, entre profesores, abogados, inspectores de hacienda y magistrados, en una demostración elocuente del prestigio del que disfruta el Derecho Tributario en la actualidad. Y quiero recordar a todos que, más que nunca, Brasil y España se encuentran unidos. El gran país ibérico, siempre audaz y avanzado como en el tiempo de la conquista de los mares, es, hoy en día, el mayor inversor extranjero en Brasil, en una prueba de confianza en los destinos y en el futuro de nuestra patria.

Dejo Madrid, tras esta breve estancia, con una impresión inolvidable: he vuelto a ver a queridos amigos españoles y llevo en mi equipaje la primorosa edición de un libro que refleja mis preocupaciones académicas y profesionales, desarrolladas a lo largo de treinta y cinco años de incesantes estudios y de trabajo ininterrumpido.

 Muchas gracias a todos.




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