OECD Taxation Working Papers N. 39

SIMPLIFIED REGISTRATION AND COLLECTION MECHANISMS FOR TAXPAYERS THAT ARE NOT LOCATED IN THE JURISDICTION OF TAXATION.  A REVIEW AND ASSESSMENT. This paper discusses how the key challenge for jurisdictions seeking to exercise their taxing rights over taxpayers that are not located in the jurisdiction of taxation can be addressed by the use of simplified registration and collection mechanisms. The problem considered by this report – how to collect tax from taxpayers that are not located in the jurisdiction of taxation – is a problem encountered by any tax regime where the jurisdiction asserts taxing rights over a tax base but this jurisdiction has limited power to compel the taxpayer to remit the tax. Although the experience of jurisdictions in addressing this problem has involved primarily consumption taxes, in particular value added taxes (VAT) and retail sales taxes (RST), that experience (and the lessons that can be learned from it) is applicable as well to other tax regimes, whether involving direct or indirect taxes, that confront the same problem. This paper considers two principal approaches to addressing the problem: · Jurisdictions may seek to enlist some other participant involved in the transaction or activity that generates the tax base over which it asserts taxing rights, and over whom it does have enforcement authority to collect the tax or otherwise satisfy the taxpayer’s compliance obligation (e.g., withholding taxes). To this regard, it is shown that, although customers and intermediaries can, in some circumstances, play an important role in the collection of the tax (for example the business customer located in the taxing jurisdiction in the context of a business-to-business transaction or e-commerce marketplaces in the context of business-to-final consumer digital sales), they may be much less efficient in other contexts. Indeed, according to the OECD work (the International VAT/GST Guidelines and the BEPS Action 1 Report Addressing the Challenges of the Digital Economy), customer collection is generally regarded as an inappropriate approach to indirect tax collection in the business-to-consumer (B2C) context given its low level of compliance and its associated costs of enforcement. For analogous reasons, it is also generally recognised that withholding taxes (for example on payment as part of options to address the broader direct tax challenges of the digital economy) are not an effective mechanism for tax collection in the B2C context. · As an alternative, jurisdictions may adopt a taxpayer registration and collection mechanism, and, in light of the absence of enforcement authority over the taxpayer, may seek to make compliance sufficiently easy or attractive to induce taxpayers to comply with their tax obligations. The paper then reviews the simplified registration and collection regimes that jurisdictions have implemented or are about to implement. It is generally recognised that this alternative is more appropriate in the B2C context. Many jurisdictions have implemented (and are in the process of implementing) simplified registration and collection regimes in the B2C context for taxpayers that are not located in the jurisdiction of taxation in the VAT and RST area. Although the evidence regarding the performance of the simplified regimes adopted by jurisdictions is still quite limited, because these regimes generally have only become operational on a widespread basis recently, the best available evidence shows that these simplified regimes work well in practice. According to the most significant experience i.e. the experience in the European Union, a high level of compliance can be achieved and substantial levels of revenue can be collected since there is a concentration of the overwhelming proportion of the revenues at stake in a relatively small proportion of large businesses and since the compliance burden has been reduced as far as possible. Against that background, it is highly likely that an even greater number of jurisdictions will embrace simplified collection regimes in the future, especially in light of the growth of the digital economy and more particularly, B2C digital transactions1 . In the VAT area, simplified registration and collection mechanisms issues are dealt with in the International VAT/GST Guidelines and the Report on Mechanisms for the Effective Collection of VAT/GST. This paper also notes that compliance costs for small and micro-businesses can be relatively high compared to the proportion of revenues collected from such businesses and that the adoption of thresholds may be an appropriate solution to avoid imposing such a disproportionate administrative burden in light of the relatively modest amount of revenues at stake. It also points out that a good communications strategy is essential to the success of a simplified regime (including appropriate lead-time for implementation). The exchange of information and international administrative co-operation should also play a significant role in both encouraging taxpayers to comply and detecting non-compliance. (OECD, 2018, Walter Hellerstein, Stéphane Buydens, Dimitra Koulour).

ISS incidente sobre “rendas de corretagem de operações em bolsa” e “rendas de corretagem de câmbio”

ISS incidente sobre “rendas de corretagem de operações em bolsa” e “rendas de corretagem de câmbio”. Auto de Infração lavrado com base no item 46 da lista de serviços da Lei Complementar nº 56/1987. Em Mandado de Segurança Coletivo, o STF reconhece que o item 46 é inaplicável às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, como no caso da autora. Em seguida, o Município efetua novo enquadramento normativo para manter a cobrança do ISS agora com fundamento nos itens 45 e 50 da lista de serviços da Lei Complementar nº 56/1987. A solução encontrada pelo Município é expressamente vedada pelo art. 146, do Código Tributário Nacional. Precedente do STJ: “nas hipóteses de erro de direito (equívoco na valoração jurídica dos fatos), o ato administrativo de lançamento tributário revela-se imodificável, máxime em virtude do princípio da proteção à confiança, encartado no artigo 146, do CTN”. Provimento do recurso da autora. Prejudicado o recurso do município. TJ/RJ, Apel. 0217232-14.2015.8.19.0001, julg. 22/08/2018.

ISSQN. OPERAÇÕES PORTUÁRIAS. EMBARCAÇÕES ESTRANGEIRAS

ISSQN. OPERAÇÕES PORTUÁRIAS. EMBARCAÇÕES ESTRANGEIRAS. DESENVOLVIMENTO E RESULTADO NO TERRITÓRIO NACIONAL. DIREITO À IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. “Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas até então pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça” (Enunciado Administrativo n. 2 do Plenário do STJ). 2. Não há violação do art. 535 do CPC/1973 quando o acórdão recorrido se apoia em fundamentação coerente e suficiente ao embasamento de sua conclusão. 3. Nos termos de pacífico entendimento jurisprudencial deste Tribunal, é adequada a correção do valor da causa, de ofício, pelo magistrado na hipótese em que o proveito econômico não corresponde ao valor atribuído, sendo que “o valor da causa deve corresponder ao seu conteúdo econômico, considerado como tal o valor do benefício econômico que o autor pretende obter com a demanda, inclusive em sede de mandado de segurança” (AgRg no AREsp 475.339/MG, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 23/09/2016). 4. Conforme as disposições da Lei n. 8.630/1993, revogada, e da Lei n. 12.815/2013, em vigor, os serviços de operação portuária são desenvolvidos e produzem resultado no território nacional, ainda que o pagamento seja feito por estrangeiros, situação que afasta a imunidade prevista no art. 156, § 3º, II, da CF/1988, nos termos da regulamentação implementada pelo art. 2º, parágrafo único, da LC n. 116/2006. 5. Isso se dá porque a operação portuária é o serviço primordial disponibilizado nos “Portos Organizados” e só pode ser realizado pelo operador (portuário) nos limites da área das instalações (portuárias), localizadas em território nacional, e, por isso, tecnicamente, não pode ser exportado, conclusão que se extrai diretamente dos conceitos e das disposições contidas no § 1º do art. 1º da Lei n. 8.630/1993 e do art. 2º da Lei n. 12.815/2013. 6. Nessa linha, não há relevância na discussão a respeito de a embarcação ser ou não extensão de território estrangeiro. 7. Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Ag. em RESp 323.998 – SC, DJ 15/06/2018.