OECD Taxation Working Papers No. 33: PERMIT ALLOCATION RULES AND INVESTMENT INCENTIVES IN EMISSIONS TRADING SYSTEMS

OECD Taxation Working Papers No. 33: PERMIT ALLOCATION RULES AND INVESTMENT INCENTIVES IN EMISSIONS TRADING SYSTEMS. Free allocation of emission permits can help gain support from industry for carbon pricing – a core policy for reducing emissions. Policy makers often envisage moving from free allocation to auctioning of permits over time. Gradually phasing out free allocation and increasing the share of auctioned permits allows raising valuable public revenue at relatively low social costs. However, evidence from the EU Emissions Trading System (ETS) and the California Cap and Trade (CTP) program shows that it remains challenging to increase the share of auctioned permits. A significant share of emitters participating in emissions trading will continue to receive free permits in the foreseeable future. The paper offers a fresh perspective on the effects of permit allocation rules on low-carbon investment and the long-term impacts of permit allocation rules. The analysis adopts the point of view of an investor that chooses between a low-carbon (clean) and a high-carbon (dirty) technology to produce economically similar outputs, based on total profits. Emissions from production are subject to an emissions trading system. The investor chooses the most profitable technology in an imperfectly competitive market, so there are economic rents. The main result is that free allocation of tradable emission permits under current allocation rules has the potential to weaken incentives for firms to choose low-carbon technologies, compared to the situation where permits would be auctioned or a uniform tax were levied. The reason is, in general, that the permit allocation rules affect economic rents and, in practice, that existing rules do so in a way that tends to favour more carbon-intensive technologies. Investors value carbon-intensive technologies higher than in the absence of free allocation, as free allocation increases profits, and this risks changing the ranking of technologies in terms of profitablity. In other words, current allocation rules are often an impediment to decarbonisation. Free allocation can affect technology choice Recent empirical evidence for the EU ETS shows a negative correlation between free allocation and emission abatement. While the negative correlation could result from emitters with high abatement costs receiving more free allowances, interviews with managers from industrial emitters instead reveal lower perceived incentives for abatement and less low-carbon innovation for firms with more free allocation. The paper provides a plausible economic rationale for this behaviour. Section 2 of the paper conceptually analyses the impact of allocations on emissions. It considers a stylised example in which an investor can choose between a clean and a dirty technology to meet a given demand (e.g. wind or fossil fuels to generate a given supply of electricity). Investors choose between projects on the basis of total expected profits. Free allocation of permits affects expected profits in ways that potentially differ between technologies. The average permit price captures the effect of free allocation on total expected profits. If average carbon prices equalled marginal carbon prices, then permit allocation would not affect project rankings, so would be technology-neutral. The same could hold if average carbon prices were equal across technologies and if also carbon-free technologies received permits for free. Current allocation rules lead to weak incentives for low-carbon investment Section 3 of the paper looks at permit allocation rules in two of the world’s most prominent greenhouse gas emissions trading systems, namely the EU ETS and the California CTP. It identifies three ways in which allocation rules can affect technology choices, other than through the price signal at the margin: first, the benchmarks by which allocations are decided are not always technology-neutral; second, sticking to older and more carbon-intensive technologies can be of strategic interest; third, producing more with older and more carbon-intensive technologies can be of strategic interest. Benchmarks turn out to be a key factor that, through their effect on expected profits, can alter project rankings. They generally favour carbon-intensive technologies if they are not technology-neutral. Benchmarks are defined for categories of products, implying that product varieties within each category are considered as interchangeable – perfect substitutes. Substitute products can differ in technological properties as long as they satisfy a similar economic need. For substitute products within a benchmark category the allocation is the same, and this guarantees technology-neutrality in the sense that permit allocations do not affect technology choices. However, when products under different benchmarks are in fact substitutes satisfying similar needs, there is an incentive to opt for high-carbon technologies as these generally come with more permits. A comprehensive analysis of the impacts of non-neutral benchmarks considers both short- and long-run impacts. In the short-run it is costly, yet possible, to become informed on which products are close substitutes. While benchmarks might thus be able to approximate technology-neutrality in the short-run, our analysis suggests that there is ample room for improvement. In the long-run one cannot know about the substitutability of goods, implying that benchmarks cannot be technology-neutral over longer time horizons. Technology-neutrality of a carbon pricing mechanism requires that the treatment of a technology under that mechanism only depends on the carbon emissions generated, and nothing else. Different benchmarks for close substitutes and low ex-post average carbon rates in the EU ETS and the California CTP imply weak signals for favouring low-carbon investment projects over high-carbon projects. This results in more carbon-intensive investment compared to the case where all permits would be auctioned or a linear carbon tax would be set. (Florens Flues, Kurt van Dender).

São Paulo – RESPOSTA À CONSULTA TRIBUTÁRIA 20940/2019, de 05 de dezembro de 2019

ITCMD – Transmissão causa mortis – Bem imóvel em que residem herdeiros – Isenção. I. Para fins de isenção do ITCMD, nos termos da alínea ‘a’ do inciso I do artigo 6º da Lei 10.705/2000, consideram-se o valor e as características do bem e não a parcela a ser transmitida aos herdeiros, pois a condição para aplicação desse benefício diz respeito ao bem como um todo e não à quota parte, objeto de sucessão. II. Não é aplicável a isenção prevista na alínea ‘a’ do inciso I do artigo 6º da Lei nº 10.705/2000, em relação a transmissão causa mortis de imóvel cujo valor venal ultrapasse 5.000 UFESPs na data da abertura da sucessão. Data: 06/12/2019.

Solução de Consulta Cosit nº 292, de 07 de novembro de 2019

CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. AUXÍLIO DOENÇA. AVISO PRÉVIO INDENIZADO VALE TRANSPORTE. DESPESAS MÉDICAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. HORÁRIO EXTRAORDINÁRIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO. SALÁRIO-MATERNIDADE. FÉRIAS GOZADAS. Integram a base de cálculo para fins de incidência das contribuições sociais previdenciárias sobre a folha de salários: o terço constitucional de férias; o décimo terceiro salário; o adicional de horário extraordinário; o adicional de insalubridade; o descanso semanal remunerado; o salário-maternidade; os 15 dias que antecedem o auxílio doença e férias gozadas. Não integram a base de cálculo para fins de incidência das contribuições sociais previdenciárias sobre a folha de salários: o auxílio-doença; o aviso prévio indenizado (inclusive o décimo-terceiro salário correspondente); o vale transporte pago, inclusive em dinheiro, em montante estritamente necessário para o custeio do deslocamento da residência ao trabalho e vice-versa, em transporte coletivo, como prevê o art. 1º da Lei nº 7.418, de 1985; e as despesas médicas, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa.

Solução de Consulta Cosit nº 293, de 22 de novembro de 2019

RENUCLEAR. MERCADO INTERNO. COMPRA DE BENS E MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. REALIZAÇÃO DE OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. BENEFICIÁRIO DO REGIME. Os contratos de compra, no mercado interno, de fornecimento de bens, materiais de construção e/ou serviços têm que ter como uma das partes, em relação contratual direta, a pessoa jurídica beneficiária habilitada no regime especial. No caso de execução de obra de construção civil, a pessoa jurídica contratada tem a faculdade de pedir para ser co-habilitada no Renuclear, para que possa fazer jus ao benefício fiscal, condição esta que a vincula ao habilitado titular, por meio da relação contratual direta, e ao projeto específico, no caso, à realização da obra de construção civil. Incabível estender os efeitos do benefício fiscal por mera interpretação, para contemplar hipótese não prevista na legislação, qual seja, para o caso de contrato com terceiro não habilitado, nem co-habilitado, que tenha subcontratado outra pessoa jurídica para a realização das obras de construção civil. A legislação não contemplou a hipótese de subcontratação no âmbito do Renuclear.

CONCOMITÂNCIA DE INCIDÊNCIA DE IRPJ/CSLL PELA GLOSA DE DESPESAS E DE IRRF SOBRE PAGAMENTOS SEM CAUSA

CONCOMITÂNCIA DE INCIDÊNCIA DE IRPJ/CSLL PELA GLOSA DE DESPESAS E DE IRRF SOBRE PAGAMENTOS SEM CAUSA. Quando não for comprovada a causa do pagamento, incide o IRRF. Por outro lado, uma despesa fictícia deve ser glosada, para que IRPJ e CSLL incidam sobre as bases de cálculo corretas. Consequentemente, se um contribuinte efetua pagamento por serviço e o deduz na apuração dos lucros tributáveis, mas não prova a efetiva prestação, incidem IRPJ/CSLL pela glosa da despesa e IRRF devido à ausência de causa para o pagamento. CARF, Acórdão 9101-004.543, julg. 07/11/2019.

ICMS. Regime de substituição tributária para a frente. Base de cálculo inferior à presumida. Procedimentos, critérios e requisitos para a restituição

Recurso extraordinário com agravo. Tributário. Art. 150, § 7º, CF. Impostos e contribuições. ICMS. Regime de substituição tributária para a frente. Base de cálculo inferior à presumida. Procedimentos, critérios e requisitos para a restituição. Legislação infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de legislação infraconstitucional relativa a procedimentos, critérios e requisitos para a restituição de imposto ou contribuição em regime de substituição tributária para a frente. 2. Ausência de repercussão geral. ARE 1222648 RG / SP, DJ 26-09-2019.

RESPONSABILIDADE PENAL SUBJETIVA – ARTIGO 1º, INCISOS I a IV, DA LEI Nº 8.137/1990 – CONDIÇÃO DE CONTRIBUINTE – PRESCINDIBILIDADE

HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus, ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. CRIMES MATERIAIS – ARTIGO 1º DA LEI Nº 8.137/1990 – VERBETE VINCULANTE Nº 24 DA SÚMULA DO SUPREMO. O verbete vinculante nº 24 da Súmula do Supremo, ao versar a natureza material dos crimes previstos no artigo 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/1990, exige, para fins de configuração da materialidade delitiva, a superveniência do resultado naturalístico, consistente na consolidação definitiva dos créditos tributários. RESPONSABILIDADE PENAL SUBJETIVA – ARTIGO 1º, INCISOS I a IV, DA LEI Nº 8.137/1990 – CONDIÇÃO DE CONTRIBUINTE – PRESCINDIBILIDADE. A responsabilidade penal é subjetiva e independente da tributária. HC 164415 / SP, DJ 06-12-2019.

PGFN – Parecer n° 6/2019: PIS/ PASEP E COFINS. ALÍQUOTA ZERO

PGFN – Parecer n° 6/2019: PIS/ PASEP E COFINS. ALÍQUOTA ZERO. Projeto de Lei n° 10.850/2018 que altera o art. 1° da Lei n° 10.925, de 23 de julho de 2004 . Incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes na importação e na comercialização do mercado interno dos produtos orgânicos de que trata a Lei n° 10.831, de 23 de dezembro de 2003. Análise restrita aos aspectos jurídico-tributários. (…) (i) Sob o aspecto formal, a alteração legislativa consistente na inserção do inciso XLIII ao art. 1° da Lei 10.925, de 23 de julho de 2004, atende ao princípio da reserva legal, nos moldes do art. 150, § 6°, da Constituição Federal; (i) Todavia, a não-consideração da renúncia na estimativa de receita da lei orçamentária e a falta da proposta de medidas de compensação resultam no desatendimento ao art. 113 do ADCT e art. 14 da Lei Complementar 101, de 04 de maio de 2000. Data: 14/12/2018.