IOF. INCIDÊNCIA SOBRE A TRANSMISSÃO DE AÇÕES DE COMPANHIAS ABERTAS E RESPECTIVAS BONIFICAÇÕES. ART. 1º, IV, DA LEI 8.033/90

REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO, OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS. IOF. INCIDÊNCIA SOBRE A TRANSMISSÃO DE AÇÕES DE COMPANHIAS ABERTAS E RESPECTIVAS BONIFICAÇÕES. ART. 1º, IV, DA LEI 8.033/90. 1. Tese do Tema 109 da sistemática da repercussão geral: “É constitucional o art. 1º, IV, da Lei 8.033/90, uma vez que a incidência de IOF sobre o negócio jurídico de transmissão de títulos e valores mobiliários, tais como ações de companhias abertas e respectivas bonificações, encontra respaldo no art. 153, V, da Constituição Federal, sem ofender os princípios tributários da anterioridade e da irretroatividade, nem demandar a reserva de lei complementar”. 2. Não há incompatibilidade material entre os arts. 1º, IV, da Lei 8.033/90, e 153, V, da Constituição Federal, pois a tributação de um negócio jurídico que tenha por objeto ações e respectivas bonificações insere-se na competência tributária atribuída à União no âmbito do Sistema Tributário Nacional, para fins de instituir imposto sobre operações relativas a títulos ou valores mobiliários. 3. A instituição do IOF-Títulos e Valores Mobiliários não ofende o princípio da anterioridade, dada expressa previsão no art. 150, III, “b” e §1º, do Texto Constitucional, ao passo que também não viola o princípio da irretroatividade, porquanto tem por fato gerador futura operação de transmissão de títulos ou valores mobiliários. 4. A reserva de lei complementar para a instituição de imposto de competência da União somente se aplica no caso de tributos não previstos em nível constitucional. Precedentes. 5. Recurso extraordinário conhecido a que se dá provimento, para reformar o acórdão recorrido, assentando a constitucionalidade do art. 1º, IV, da Lei 8.033/90 e, com efeito, a exigibilidade do IOF sobre a transmissão de ações de companhias abertas e respectivas bonificações. RE 583712, DJ 02-03-2016.

A liberdade econômica e o regime fiscal na prestação de serviços intelectuais

Foi concluído julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da Ação Declaratória de Constitucionalidade 66, no qual se declarou a constitucionalidade do artigo 129 da Lei 11.196/2005, conhecida como a “Lei do Bem”, que concede incentivos fiscais à prestação de serviços intelectuais por pessoa jurídica, abrangendo as mais variadas atividades desempenhadas por profissionais liberais e outros (tais como, médicos, dentistas, advogados, engenheiros, contadores, técnicos em informática, executivos, atletas, artistas, publicitários etc.).

STF valida aplicação de regime fiscal e previdenciário de PJs para prestadores de serviços intelectuais

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade do artigo 129 da Lei 11.196/2005, que aplica a legislação prevista às pessoas jurídicas, para fins fiscais e previdenciários, aos prestadores de serviços intelectuais, inclusive os de natureza científica, artística ou cultural. A decisão foi tomada por maioria, na sessão virtual encerrada em 18/12, no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 66.

Solução de Consulta Cosit nº 149, de 21 de dezembro de 2020

IOF. IMUNIDADE DOS IMPOSTOS. INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO. COMPRAS E DESPESAS FEITAS EM MOEDA ESTRANGEIRA NO EXTERIOR COM CARTÃO DE CRÉDITO CORPORATIVO.
As instituições de educação sem fins lucrativos que atendem os requisitos do art. 14 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional – CTN, e do art. 12 da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, gozam de imunidade do IOF e da não incidência prevista no inciso III do § 3º do art. 2º do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, relativamente às operações que guardem pertinência com suas finalidades essenciais.
As compras realizadas no exterior, através de cartão de crédito internacional, por prepostos de instituições de educação imunes, ainda que relacionadas às suas atividades fins, estão sujeitas à incidência do IOF, tendo em vista que nas respectivas operações de câmbio o contribuinte é a administradora do cartão, que não goza de imunidade. Nesse caso, o valor cobrado pela administradora à entidade imune na fatura do cartão, a título de IOF, não tem natureza tributária, mas de mero repasse de encargo financeiro contratual.

OECD – TRANSFER PRICING GUIDANCE ON FINANCIAL TRANSACTIONS INCLUSIVE FRAMEWORK ON BEPS: ACTIONS 4, 8-10

The 2015 BEPS Action Plan reports on Action 4 (Limiting base erosion involving interest deductions and other financial payments) and Actions 8-10 (Aligning Transfer Pricing Outcomes with Value Creation) mandated follow-up work on the transfer pricing aspects of financial transactions. In particular, Action 4 of the BEPS Action Plan called for the development of: “…transfer pricing guidance … regarding the pricing of related party financial transactions, including financial and performance guarantees, derivatives (including internal derivatives used in intra-bank dealings), and captive and other insurance arrangements.” Under these mandates, the Committee on Fiscal Affairs produced a non-consensus discussion draft on financial transactions in July 2018. The discussion draft aimed to clarify the application of the principles included in the 2017 edition of the OECD Transfer Pricing Guidelines (the “Guidelines”), in particular, the accurate delineation analysis under Chapter I, to financial transactions. It also provided guidance with specific issues relating to the pricing of loans, cash pooling, financial guarantees, and captive insurance. The guidance contained in this report takes account of comments received in response to the public discussion draft. This guidance is significant because it is the first time the Guidelines will be updated to include guidance on the transfer pricing aspects of financial transactions, which should contribute to consistency in the application of transfer pricing and help avoid transfer pricing disputes and double taxation. Sections A to E of this report will be included in the Guidelines as Chapter X. The guidance in Section F of this report will be added to Section D.1.2.1 in Chapter I of the Guidelines, immediately following paragraph 1.106. This report describes the transfer pricing aspects of financial transactions, including a number of examples to illustrate the principles discussed. Section B provides guidance on the application of the principles contained in Section D.1 of Chapter I of the Guidelines to financial transactions. In particular, Section B.1 of this report elaborates on how the accurate delineation analysis under Chapter I applies to the capital structure of an MNE within an MNE group. It also clarifies that the guidance included in that section does not prevent countries from implementing approaches to address capital structure and interest deductibility under their domestic legislation. Section B.2 outlines the economically relevant characteristics that inform the analysis of the terms and conditions of financial transactions. Sections C, D and E of this report address specific issues related to the pricing of financial transactions (e.g. treasury functions, intra-group loans, cash pooling, hedging, guarantees and captive insurance). This analysis elaborates on both the accurate delineation and the pricing of the controlled financial transactions. Finally, Section F provides guidance on how to determine a risk-free rate of return and a risk-adjusted rate of return.