Norma contábil internacional “IFRS 16”: tratamento tributário e controles fiscais

A adoção do IFRS 16 causou significativo impacto nos balanços e, apesar de ser neutro para a apuração tributária, exige rígidos controles fiscais.

O ano de 2019 viu a implantação de uma das mais impactantes normas juscontábeis baseadas no padrão internacional: a International Financial Reporting Standards (IFRS) 16, que no Brasil foi recebida como Pronunciamento Técnico do Comitê de Pronunciamento Contábeis – CPC 06 (R2) – Arrendamento. Essa alteração ocorrida nas demonstrações financeiras não tem impacto na apuração dos tributos sobre o lucro (IRPJ/CSLL) e sobre a receita (PIS/Cofins), porém, exige atenção nos controles fiscais.

Norma da receita federal pode facilitar penhora de criptomoedas

Com a imposição às exchanges da Instrução Normativa nº 1.888, de 2019, há agora “rastro” a seguir, segundo advogados.

A norma da Receita Federal que obriga o fornecimento por corretoras (exchanges) de informações sobre operações com criptomoedas — como os bitcoins — deve facilitar a vida de credores que buscam a penhora desses ativos. Até então, era difícil localizá-los. Em três casos, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) admitiu a possibilidade, sem, porém, determinar os bloqueios.

Prisão em segunda instância e tributos

A PEC em questão, apesar de nascer em um contexto penal, acabará produzindo muitos outros efeitos, que merecem consideração na discussão legislativa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisou a questão da prisão em segunda instância (ADCs 43, 44 e 54) e, por maioria, declarou ser constitucional o artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo o qual a prisão apenas pode ocorrer após o trânsito em julgado da condenação (com exceção do flagrante delito).

Problemática da prescrição e do momento da consumação do crime tributário

Sumulou-se o entendimento, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual “Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no artigo 1º, incisos I a IV, da Lei 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do tributo” (Súmula Vinculante 24). No caso, a inteligência da súmula abrange, apenas, os delitos fiscais materiais, ou seja, aqueles para os quais o resultado integra o próprio tipo penal; quando, efetivamente, houver supressão ou redução de tributo — dano ao erário.

A apropriação de créditos de PIS/Cofins sobre publicidade na ótica do Carf

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais voltou a reconhecer, no último mês, a possibilidade de apropriação de créditos de PIS e Cofins sobre despesas de publicidade e propaganda. Essa decisão vem se somar a outras, também favoráveis, o que já nos permite delinear as motivações do Carf ao analisar a matéria, assim como o âmbito de aplicação do que se tem decidido no tribunal administrativo.

Os exportadores e a reforma tributária

Ultrapassada a reforma previdenciária, e preterido o impreterível debate sobre a reorganização administrativa, ganham corpo as notícias e as conversas envolvendo a reforma tributária, igualmente fundamental para um país que almeja o desenvolvimento. Há duas propostas de emenda constitucional (PEC) principais veiculando essa matéria: a PEC 45/2019, em trâmite perante a Câmara dos Deputados, e a PEC 110/2019, que teve iniciativa perante o Senado Federal. Foi criada esta semana uma comissão mista de Deputados e Senadores para analisar as duas propostas em conjunto, e a depender do que verbalizaram os dirigentes das duas Casas, teremos um novo sistema tributário até meados deste ano, com vigência para o início do próximo ano.